Terça-feira, 5 de Junho de 2007

Carta ao Estado Israelita - Não à Ocupação da Palestina

Lisboa, 5 de Junho de 2007
 
Ao Estado de Israel
 
Assinala-se hoje, dia 5 de Junho, o início da Guerra dos Seis Dias de 1967, da qual resultou a ocupação por Israel de Jerusalém Oriental, da Margem Ocidental do Jordão e da Faixa de Gaza.
 
Cumpre-nos transmitir-lhe em nome das organizações Portuguesas subscritoras desta missiva, que é urgente pôr fim a 40 anos de ocupação israelita dos territórios palestinianos, a 40 anos de violação sistemática e brutal dos direitos mais básicos e fundamentais do povo palestino, a 40 anos de negação do direito do povo palestino a ter um Estado independente, soberano e viável nos territórios ocupados. O povo palestino não pode continuar a ser refém na sua própria terra. Israel não pode continuar a afrontar abertamente o direito internacional e as inúmeras resoluções da Organização das Nações Unidas, que não só condenam a ocupação, como exigem o seu fim.
 
A Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU reconhece ao Estado de Israel o direito a «viver em paz no interior das suas fronteiras seguras e reconhecidas», mas não deixa dúvidas quanto à «inadmissibilidade da aquisição de terras pela guerra», e exige de Israel a «retirada das forças armadas israelitas dos territórios ocupados», bem como a resolução do problema dos refugiados. Quarenta anos depois, esta Resolução continua letra morta.
 
Os incomensuráveis sofrimentos repetidamente infligidos ao povo Palestino – que configuram crimes contra a humanidade e merecem a nossa enérgica condenação – a par da disseminação de colonatos ilegais e da construção do Muro de separação – já condenado pelo Tribunal Internacional de Justiça – configuram uma deliberada política de inviabilização da construção de um Estado Palestiniano livre, soberano e viável.
 
O povo Português, como a generalidade dos povos do mundo, defensor da Paz e da Liberdade, estará entre os primeiros a apoiar uma paz justa e duradoura em toda a região do Médio Oriente, que garanta a segurança de todos os povos da região. Mas nunca calará a denúncia dos crimes da ocupação.
 
As Organizações Signatárias

CPPC – Conselho Português para a Paz e Cooperação

MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente

CGTP/IN – Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional

APD – Associação Portuguesa de Deficientes

Associação de Amizade Portugal-Cuba

Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Cacilhas

Associação Vidas Alternativas

ATTAC Portugal

Casa do Alentejo

CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal

Colectivo Solidariedade com Múmia Abu Jamal

Comissão de Paz de Almada do CPPC “Almada Pela Paz”

Comissão de Paz de Beja do CPPC

Comissão de Paz de Évora do CPPC

Comissão de Paz do Seixal do CPPC

Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto

Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos

FAR -  Frente Anti-Racista

Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública

FENPROF – Federação Nacional dos Professores

FEVICCOM – Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro

FNTCT – Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações

Follow the Women Portugal

GRAAL

Interjovem / CGTP

Inter-Reformados / CGTP

JOC – Juventude Operária Católica

MDM – Movimento Democrático de Mulheres

MURPI – Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos

Olho Vivo - Associação de Defsa do Património, Ambiente e Direitos Humanos

OPUS GAY

Pax Christi Portugal

Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores

Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares do Sul e Regiões Autónomas

Sindicato dos Vidreiros

Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário

SINORQUIFA – Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Norte

Sociedade de Instrução e Beneficência “A Voz do Operário”

Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense “Os Penicheiros”

SOS Racismo

SPGL – Sindicato dos Professores da Grande Lisboa

STAL – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local

Teatro Experimental de Cascais

Tribunal Iraque

União dos Sindicatos da Região Autónoma da Madeira

União dos Sindicatos de Beja

União dos Sindicatos de Braga

União dos Sindicatos de Coimbra

União dos Sindicatos de Évora

União dos Sindicatos de Leiria

União dos Sindicatos de Lisboa

União dos Sindicatos de Setúbal

União dos Sindicatos de Viana do Castelo

União dos Sindicatos do Norte Alentejano

URAP – União de Resistentes Antifascistas Portugueses

publicado por cppc às 16:28
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1 comentário:
De rock a 11 de Julho de 2008 às 02:43
los felicito por el blog


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